O QUE É HAXIXE E QUAIS SÃO OS TIPOS – CURIOSIDADES

Hoje em dia é super comum ouvir falar sobre haxixe, coisa que não era tão comum a um tempo atrás. A galera mais old school sabe bem disso pois só se encontrava o famoso prensadinho pra fumar – aliás fizemos um post bem maneiro para reduzir os danos pra quem fuma prensado, clique aqui e confira! – Essa coisa de flor e haxixe era muito raro.

Mas afinal, você sabe o que é o haxixe? Quais são as diferenças entre os tipos existentes? Então chega mais que a gente vai te explicar!

O que é haxixe?

Haxixe nada mais é do que uma “massinha” de canabinóides e terpenóides, que estão presentes nos tricomas extraídos da Cannabis. Isso deve ter soado meio confuso, né? Mas calma, você já vai entender.

Canabinóides e terpenóides são substâncias que estão presentes na maconha. Nós já comentamos a respeito dos canabinóides nesse post aqui, mas só para você saber: o CBD e o THC são dois dos muitos tipos de canabinóides. Já os terpenos (ou terpenóides) são substâncias presentes nas plantas que têm como função atrair ou afastar os insetos de acordo com a conveniência biológica, sendo usado como intermediários da polinização e na proteção dos vegetais. No caso da ganja, é o que faz com que cada strain tenha um aroma e sabor característico.

Tricomas

Os tricomas podem ser definidos como apêndices que aparecem na epiderme de algumas plantas e que possuem como principal função a proteção da planta. Eles são aqueles “cristaizinhos” bem pequenos que se vê nas flores e folhas próximas a elas. É neles que se encontra os canabinóides e terpenóides.

Ou seja, os haxixes são conglomerados de tricomas. Por isso possuem uma quantidade maior de THC do que as flores.

Quais são os tipos?

Os tipos de haxixes variam de acordo com o método utilizado para a extração dos tricomas. Eles podem ser divididos em duas categorias, extração com uso de solvente e extração sem uso de solvente.

Vamos começar falando sobre os métodos sem uso de solvente

Charas

É o método mais antigo de se fazer o hash. Ele é bem simples e não requer nenhum equipamento, porém não tem um rendimento tão bom. Consiste basicamente em enrolar suavemente o bud ainda úmido fazendo movimentos circulares. Com isso a resina grudará nas mãos e se obterá o hash.

Kief

Sabe aqueles vídeos com dichavadores cheios de pózinhos que caem quando se tritura a flor? Então, esse pó é chamado de kief. Com ele é possível fazer hash! Basta juntá-lo através de pressão e calor que você terá um haxixe.

Dry Sift

Traduzido para o português, significa peneirar à seco. Como o nome já diz, a produção desse tipo de hash é feita através do peneiramento da matéria prima seca (normalmente congelada para obter resultados melhores) em telas com malhas bem finas para separar os tricomas. A diferença entre o hash feito com o kief e o dry sift é que o primeiro não é tão puro quanto o segundo pois possui material vegetal junto dos tricomas.

Bubble Hash ou Ice-o-lator

A produção desse hash utiliza água e gelo, daí o nome ice-o-lator. Como os tricomas não são solúveis em água, o gelo e a água servem apenas para fazer com que eles se soltem da matéria vegetal. Para isso, agita-se o meio. Depois, a água que contém os tricomas é filtrada com o uso de bolsas de filtragem próprias para esse processo. Assim, o haxixe fica retido na bolsa. Depois disso ele é recolhido e seco.

O nome Bubble Hash é dado pois nesse tipo de concentrado a quantidade de matéria vegetal é tão pequena que ao aquecer o hash ele borbulha e derrete. Caso isso não aconteça e ele pegue fogo, é sinal de que há uma quantidade maior de matéria vegetal.

Flower Rosin

Para produzir esse concentrado basta prensar a flor sob temperatura elevada. O ideal é utilizar uma rosin press para poder controlar a pressão e temperatura durante o processo. Mas também é possível fazer em casa com o uso de uma chapinha e papel vegetal.

Hash Rosin

Esse concentrado possui a mesma ideia do Rosin, porém ao invés de utilizar a flor na prensa utiliza-se o próprio haxixe.

Agora, falaremos sobre algumas extrações com solvente

As extrações feitas com o uso de solventes podem apresentar alguns riscos tanto para quem a produz quanto para quem consome. No caso de quem produz o risco está presente pois a maioria dos solventes utilizados são inflamáveis e os processos utilizam calor. Com esses dois fatores as chances de acidentes é muito grande. Já para quem consome o risco se dá por conta de os solventes serem nocivos à saúde e, caso o processo de purga do solvente não tenha sido feito corretamente, o consumo desse haxixe pode ser prejudicial.

Mas nos países em que a maconha é legalizada, as indústrias canábicas possuem um procedimento seguro e um controle de qualidade do produto super rígido. Então chega de papo e bora para os tipos de extrações com solvente.

BHO

Seu nome vem do inglês (Butane Hash Oil) e é um método que utiliza o gás butano para separar os canabinóides da planta e possui uma aparência parecida à de uma cera transparente.

Shatter

Essa extração é uma forma altamente refinada do BHO, normalmente feita sob pressão e vácuo e submetida à diversos processos para remover o solvente. Shatter em inglês significa quebrar, estilhaçar e seu nome se dá por conta de sua consistência, que lembra um vidro.

Wax (Budder e Crumble)

Assim como o BHO e o Shatter, o Wax também utiliza o butano como solvente. Sua diferença é o processo de purga do solvente e a secagem. Diferente dos óleos transparentes, o Wax acaba sofrendo uma cristalização por conta dos processos em que é submetido e, assim, acaba tendo uma textura opaca. Seu nome é dado pela aparência e vem do inglês, em que Wax significa cera.

O Wax é dividido em dois tipos, o Budder (consistência de manteiga) e o Crumble (migalhas). Essa diferença se dá por conta de fatores como o calor, umidade e textura do óleo antes da purga.

CO2 Oil

O famoso óleo de canetinha. Esse método é feito através do uso de gás carbônico (CO2) como solvente. O processo é feito por máquinas que combinam altas temperaturas e pressão para transformar o gás carbônico em um fluido supercrítico. É uma das formas mais eficazes de separar os tricomas com solvente, por isso é a mais comercial.

Álcool (Isopropílico ou de cereais)

Essa é a extração com solvente mais simples de ser feita. Nela utiliza-se um recipiente de vidro, preenchido com as folhas e o álcool e a mistura é agitada. Depois ela é filtrada e então o líquido é despejado em um recipiente de vidro reto (Marinex) para a evaporação do álcool.

E claro para guardar aquele hash nada melhor que os slicks de silicone do THC, veja nossas opções de slick!

TERPENOS – CURIOSIDADES

Salve salve! Lembra daquele post que fizemos sobre os canabinóides? (Não viu ainda? Clique aqui e confira!). Lá nós comentamos um pouco sobre essas substâncias

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